segunda-feira, 27 de agosto de 2007

As barreiras que separam as pequenas e médias empresas

Barradas na festa... , esta matéria da revista Amanhã muito boa, vale a pena ler ver os paradigmas das pequenas e médias empresas a serem quebrados ao longo do tempo, a forma de pensar e de agir... como deveria ou não tratar os problemas do dia a dia...

vale a pena ler : http://amanha.terra.com.br/edicoes/233/capa01.asp

Abraços...

Roubo de identidade no Monster.com atinge 1,6 milhão de registros de pessoas

O que primeiro foi reportado como um ataque que atingiu 46 mil pessoas via anúncios maliciosos em portais de emprego, surge como um dos maiores esquemas de roubo de identidade no mundo. De acordo com Amado Hidalgo, analista de segurança da Symantec, um novo trojan chamado Infostealer.Monstres roubou mais de 1,6 milhões de registros pertencentes a centenas de milhares de pessoas que têm currículos no portal de empregos Monster.com.

Os dados estão sendo usados para enviar aos usuários do portal para enviar e-mails de phishing altamente críveis com links para novas pragas a serem baixadas em suas máquinas. “Estamos investigando este Trojan e vamos tomar os passos necessários indicados pela investigação”, disse, por e-mail, o porta-voz da Monster.com Steve Sylven.

As informações pessoais contidas no registro do Monster.com incluem nomes, endereços de e-mail, endereço residencial, número de telefone e números de identificação, relata Hidalgo, que rastreou os dados enviados para um servidor remoto.

O trojan Infostealer.Monstres conseguiu invadir o Monster.com ao usar log-ins legítimos, provavelmente roubado de funcionários que possuem acesso à área do site “Monster for employers”. Uma vez dentro, o cavalo-de-troia realizou buscas automáticas para candidatos trabalhando em certas regiões e com perfis determinados. Os resultados eram enviados para o servidor remoto dos criminosos.

“Uma base de dados com informações tão críticas é o sonho de um spammer”, diz Hidalgo. E é para spam que os criminosos estão usando esses registros de informação.

Os e-mails enviados contam com o malware Banker.c que monitora o PC infectado em busca de conexões para i-banking para gravar o nome de usuário e senha. É enviado também o Gpcoder.e, um trojan que usa criptografia para ‘sequestrar’ arquivos na máquina invadida demandando pagamentos para liberar os dados em questão.

O phishing enviados, para se mostrarem confiáveis, colocam no corpo da mensagem os dados roubados do site da Monster.com, demandando então que seja clicado nos links com as pragas chamado “Monster Job Seeker Tool” ou ferramenta de busca de vagas do Monster.

De acordo com Hidalgo, o ataque é provavelmente obra de um único grupo. “O modus operandi é muito similar, usando nomes de arquivos idênticos, criando a mesa pasta de sistema, injetando códigos nos mesmos processos e usando as mesmas técnicas de root-kit para obter controle das funções de rede e roubar dados sensíveis”, define.

Fonte : TotalSecurity / ComputerWorld

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Técnicas de ataques em redes Wireless

Ao mesmo tempo em que as redes wireless podem trazer praticidade, produtividade e até mesmo economia, elas representam um aumento de riscos aos processos de negócios, se não forem implementadas de modo adequado. Os perigos da utilização indiscriminada dessas redes são grandes. Vamos discutir algumas técnicas de ataque às redes wireless neste artigo com o objetivo de minimizar os riscos.

As redes sem fio tornam-se cada vez mais comuns e maiores, justificadas pela busca de praticidade e acessibilidade nos meios de comunicação. A realização de negócios ou a compra de quaisquer tipos de produtos, por exemplo, estão cada vez mais sendo realizados através de telefones celulares ou redes wireless (públicas ou privadas).

Um estudo do Gartner estima que até 2006, quase metade de todos os equipamentos possuirá suporte a tecnologia wireless. Outro estudo, do IDC, estima que no mesmo período o mercado de equipamentos de redes sem fio crescerá a uma taxa anual de 41%. Ao mesmo tempo, o suporte a redes wireless em PDAs e telefones celulares também tem como tendência um grande crescimento.

Hoje você pode ter uma rede wireless em sua casa sem o seu conhecimento. Por exemplo, no site http://www.bluetooth.com/products/ você poderá encontrar uma relação de produtos que utilizam comunicação sem fio, com alcance entre 10 a 100 metros.

Principal fator de risco

Uma rede wireless mal projetada pode driblar todo o arsenal de defesa já implementado. Vamos imaginar a seguinte situação: sua empresa colocou uma muralha (o firewall) para proteção dos ataques. Porém, a muralha é completamente ineficiente contra os ataques aéreos (wireless).

Antes de começar a implementar uma rede wireless, faça um planejamento e estude toda a topologia da rede. Não se esqueça de evitar os ataques aéreos!

War Driving

Um dos ataques mais comuns e comentados em redes wireless é o War Driving. Esse ataque tira proveito de uma característica fundamental: é difícil controlar e limitar o alcance de redes wireless. O atacante pode estar neste exato momento “passeando” no seu carro e com o laptop ligado “procurando” redes wireless vulneráveis.

Ataque ao protocolo WEP

As informações que trafegam em uma rede wireless podem ser criptografadas. O protocolo WEP (Wired Equivalent Privacy) aplica criptografia avançada ao sinal e verifica os dados com uma "chave de segurança" eletrônica.

Porém, a Universidade de Berkeley revelou a possibilidade de alguns tipos de ataques que exploram falhas no algoritmo WEP. Baseados em análises que exploram fraquezas do algoritmo RC4, uma senha WEP pode ser descoberta.

Humphrey Cheung escreveu o artivo How To Crack WEP, descrevendo passo a passo como descobrir a senha do protocolo WEP.
Acesse http://www.tomsnetworking.com/Sections-article118-page1.php.

Cuidado com os SSIDs padrões

Os SSIDs padrões são conhecidos e estão sujeitos a ataques de força bruta. Além disso, eles trafegam em modo “clear text” e podem ser alvos de sniffing.

MAC spoofing e sessão hijacking

É relativamente simples você “forjar” o endereço físico da sua placa de rede. O programa SMAC pode ajudá-lo a alterar o MAC Address do seu sistema Windows. Para download da ferramenta, acesse http://www.klcconsulting.net/smac/.

É importante observar que cada frame tem um endereço de origem, mas não existem garantias que a máquina que envia o frame é realmente a que põe o frame na rede. Dessa forma, é possível realizar ataques de spoofing dos frames da máquina de origem.


Ataques clássicos do TCP/IP

ARP Spoofing

Neste caso, o atacante redireciona todo o tráfego via spoofing (falsificação) do endereço MAC, para sua máquina. Utilize a ferramenta SMAC para testar a segurança da sua rede.

DNS Spoofing

O atacante pode redirecionar todo o tráfego via adulteração dos pacotes DNS. Mais informações sobre esta técnica podem ser obtidas através do site http://www.sans.org/rr/whitepapers/dns/1567.php.

Smurf

O Smurf é um ataque pelo qual um grande tráfego de pacotes ping (ICMP Echo) é enviado para o endereço de IP de broadcast da rede. Porém, a origem é o endereço IP falsificado (IP spoofing) da vítima.

As máquinas da rede recebem a requisição ICMP echo, passando todas as máquinas a responderem para o endereço de origem falsificado. Dessa forma, a vítima que teve seu endereço falsificado, recebe os pacotes de todas máquinas da rede.

Para mais informações sobre essa técnica, acesse http://www.cert.org/advisories/CA-1998-01.html.

DHCP Spoofing

O atacante pode colocar um servidor DHCP impostor próximo a sua rede wireless, forçando uma configuração imprópria das estações de trabalho da rede.

Ataques de engenharia elétrica

A antena utilizada em uma rede wireless emite um sinal na freqüência de 2.4 GHz (freqüência livre para operação) que é a mesma freqüência dos fornos de microondas. É possível utilizar um magnetron de um forno microondas para gerar uma interferência elétrica na antena Wireless.

Conclusão

Este artigo demonstrou apenas algumas técnicas de ataques as redes wireless. Recomendo que você sempre realize uma análise de segurança para minimizar grandes dores de cabeça e prejuízos. Sempre imagine sua rede wireless como uma rede externa. Ou seja, crie uma DMZ só para a rede wireless. Utilize sempre criptografia nas comunicações entre dispositivos autorizados na rede wireless. Você pode utilizar proteções adicionais, tais como: SSH ou o IPSec. Utilize as ferramentas disponíveis nos sites abaixo para testar a segurança da sua rede wireless:

NetStumbler (http://www.netstumbler.com/)
WarLinux (http://sourceforge.net/projects/warlinux/)
AirSnort (http://sourceforge.net/projects/airsnort)
WepCrack (http://sourceforge.net/projects/wepcrack)

Fonte : http://www.secforum.com.br